Atualmente, ter um diploma universitário no Brasil é considerado imprescindível para que uma pessoa progrida alguns passos na vida. Digo alguns passos, pois a desigualdade social não poupa nem aqueles que conseguiram com sangue e suor, o seu tão almejado diploma universitário. Muitos desses indivíduos com nível superior, continuam como sub empregados, nas prisões ou mesmo morando nas ruas. Após o término do curso percebem que não possuem qualidade suficiente para serem competitivos, não dominam um segundo idioma e nem o próprio português, de forma que possam ser admitidos para uma vaga bem paga ou aprovados num concurso público. O equívoco de que indivíduos mal alfabetizados pelas escolas públicas, poderiam transformar-se em Bachareis, Educadores ou Doutores de sucesso, com a “mágica do diploma”, é mais uma das estratégias do Estado para jogar as suas responsabilidades adiante. Mas, para mostrar boa vontade política, foi criado o PROUNI e o FIES (nova versão do crédito educativo), que são programas realmente muito úteis. Entretanto, as universidades, mesmo recebendo dinheiro público não têm investido em qualidade.
A “febre” do PROUNI fabricou inúmeras universidades e engrandeceu outras, que têm descumprido a legislação e contribuído cada vez mais para o sucateamento do ensino superior privado. Hoje, o que se vê são grandes corporações investindo na construção de edifícios que mais parecem os arranha céus dos escritórios da paulista, com salas de aula super lotadas, carga horária e grade curricular encolhida, sem contar os professores mal pagos e em alguns casos, mal preparados. Desta forma, o custo das mensalidades cai e outras instituições sérias não conseguindo manter-se de pé, acabam entregando-se ao monopólio. A necessidade de mobilização dos estudantes e a cobrança da sociedade são emergentes. Este blog propõe-se a ser mais um canal de discussão e criação de propostas para melhorarmos este quadro.
Gisela Gusmão
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