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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Morrer na praia é melhor que nada!



O Assunto do despejo da universidade São Marcos parece não ter fim. Seria simples se após despejados e após terem afastado o Reitor Ernani, tivessem não só largado o osso, mas também o mau hábito de enrolar as pessoas. Entretanto, o hábito transforma-se em vício.

Eu e um grupo de alunos da minha turma, na impossibilidade de obtermos alguma resposta coerente em relação aos nossos documentos, através da comissão (interventores, diretores e coordenadores) que atualmente administra a Universidade, ou o que sobrou dela, fomos buscar os nossos direitos na justiça. Como todo bom marinheiro de primeira viagem sem recursos, iniciamos uma verdadeira saga passando pela defensoria pública até a delegacia de polícia. Pasmem! É atitude de fim de linha mesmo. Mas, o deboche e descaso realmente leva qualquer um a desejar colocar algumas dessas pessoas num cubículo cheio de personagens simpáticos do filme Carandirú. Entretanto, esse tipo de imagem não é possível nem em sonho. 

A conclusão mais certa a que chegamos é a de que realmente, no Brasil, quem decidir tornar-se mal feitor, deve consumar algo grande; mas tão grande, que favorecendo os amigos, nunca pague pelo mal feito.

Bem, “voilá”! Ouvimos muitas coisas negativas sobre os serviços públicos e, nos deixando influenciar por essas informações, desistimos de buscar os nossos direitos. Em 9 de janeiro de 2012, eu e o Dudu (Lidielson), fomos primeiramente à Defensoria Pública do Estado para nos informarmos a respeito dos procedimentos para exigirmos a entrega dos nossos históricos escolares e atividades complementares bem como declarações do PROUNI, para que pudéssemos nos matricular em outra instituição com um prejuízo menor. Ao chegar no local, na Av. da Liberdade, 32 ( entrada pela rua ao lado), quando ví as 7:30 um povo tomando a rua toda, quase voltei de onde estava. Entretanto, repetindo para mim mesma: Tudo é experiência, aprendizado que me fará crescer e ampliar a minha visão sobre o mundo. Repetia isso como um mantra... bem, entrei na fila e nela permaneci por uns 15 min até que chegou a minha vez de expor o problema a um senhor descendente de japoneses, muito educado e atencioso. Não preciso dizer que nem sabia por onde começar... hum pra lá, hum pra cá... falei! Aquela evidente prega na testa me deu o diagnóstico que eu temia. Seria uma saga mesmo!

De posse da minha senha, no. 294  conseguida com heroísmo às 7:45, pensei: até o sol se pôr... Nada! Logo chegou o Dudu e começamos a conversar, o tempo foi passando e tínhamos que decidir quem entraria, pois devido ao volume de pessoas e o espaço ser pequeno, só é permitida a entrada de um mesmo em ação coletiva. Estava próximo da nossa vez, e qual não foi a minha surpresa quando o Dudu, de apenas 19 anos, demonstrou que queria entrar e representar a todos. Fiquei muito orgulhosa de ver a coragem e disposição que ele demonstrou e, concordei. Acredito que na juventude necessitamos acumular o máximo de experiências para forjarmos nosso caráter e entendermos melhor as pessoas. Para um aspirante a Psicólogo é algo essencial. 

Enquanto estava esperando recebi a visita de outro colega da classe, o Edu, que foi nos dar apoio. Realmente, é uma pena que essa turma tenha que se dissolver em 2012. São pessoas de excelente caráter e muito solidárias. Juntos realizamos muito uns pelos outros em 2011. Isso prova que o mundo não está perdido. Algumas pessoas neste mundo estão, algumas pessoas até com muito poder neste mundo, estão perdidas. Mas, o mundo inteiro não está.

Dudu saiu e nem queria conversar. Fomos almoçar num lugar ótimo na R. XV de Novembro, daqueles com buffet de salada super bonito e variado, e outro de sobremesas, que o Dudu adora!!! Imaginem, depois de um estresse daquele o quanto o "pobre" comeu de doces! Ele relatou que foi muito bem orientado pelos estagiários e defensores e que todos estavam abismados com a queixa dele. Como a Universidade São Marcos chegou neste ponto e ainda sob intervenção? Como estavam lançando informações imprecisas e confusas pelo site, quando obviamente por se tratarem de pessoas bem formadas e experientes, sabiam que nada do que diziam seria possível de ser concretizado e no tempo que prometiam? A orientação foi para que nos juntássemos, aqueles que quisessem, e entrássemos com uma AÇÃO CAUTELAR DE BUSCA E APREENSÃO DE DOCUMENTOS e OUTRA DE REPARAÇÃO DE DANOS.

Voltando ao tema da turma, demos uma verdadeira AULA DE DEMOCRACIA, ao contrário do grupo  simpático à comissão formada para resolver o problema, que não soube respeitar aqueles que não acreditavam que tudo se resolveria da forma e no prazo que afirmavam. E, infelizmente, isso está se provando a cada dia. Foi assustador reconhecer que pessoas que estão quase se formando e atuarão como Psicólogos, não conseguem admitir que alguém pense ou faça uma leitura dos fatos diferente da deles. Mas, a turma do 2º K não! Esta turma divergiu e soube se respeitar. Por esta razão, entraram na ação 15 alunos. Corremos com tudo para entrarmos o mais rápido possível, como orientado pelo defensor público. E isso ocorreu no dia 16 de janeiro de 2012. Deveria ter ocorrido na sexta 13, mas confirmando a lenda, Dudu foi assaltado...

Chegando em torno das 7h na defensoria para entrega dos documentos e novo encontro com o defensor público, desta vez no 3º andar do prédio, mesmo assim, o representante deveria subir sozinho. Eu, saí pela liberdade resolvendo minha vida, e demorava... voltava lá e nada. Perto da hora do almoço, desce o rapaz com a informação que deveríamos ir ao Fórum da região, ou seja, no Ipiranga. Almoçamos um delicioso lamen feito pelo Dudu, com cara de macarrão chinês, pois continha pimentões, amendoim e mel, renovamos a energia e saímos novamente para o Fórum. Chegando lá, tivemos várias surpresas: os documentos não estavam onde haviam nos informado pelos sites e posts no face. Era mais um engano. Estavam num galpão judicial e nos informaram que poderia ser liberado somente por uma Juiza Federal que nem havia sido notificada. Imaginem a nossa cara! Não tínhamos como reclamar nossos documentos.

A coisa foi mais ou menos assim: Se não quiserem perder tudo terão que ficar nesta Universidade. Se eles demorarem a entregar terão que entrar no Ministério Público Federal, através de um advogado, ou seja, pagando, para que seja expedido um mandado de segurança. Se forem para outro lugar perderão de 50% a 100% do que cursaram. Imaginem, para quem já estava insatisfeita como eu, que notícia boa. Imagino que pode ser comparado ao que sente uma mulher grávida traída, enganada e roubada pelo marido, que necessita continuar dividindo a mesma cama até o nascimento do bebê. A criança será uma “coisa” e, sempre  que a pobre mulher olhar este ser, trará de volta às lembranças a humilhação vivida.

Quando decidimos entrar com a liminar, estivemos involuntariamente nas dependências provisórias da Universidade, onde tramam aqueles que necessitam de um sócio que invista numa razão social manchada, sem sede e com algumas centenas de alunos; das migalhas dos alunos delapidados e do PROUNI. Nesta ocasião, nos foi informado  que ficássemos tranquilos pois tinham as informações em computadores que não haviam sido levados no despejo. Esta semana, quando uma colega lá esteve para notifica-los, a conversa era a de que tinham back up em pen drives. Ora! Se tinham ou tem, porque não liberam para os alunos que solicitam a transferência. Não há resposta nem justificativa para isso! 

Eu e Dudu, tentamos entregar a nossa notificação e nenhum funcionário nem do jurídico quis receber, sendo que não havia ninguém da coordenação de Psicologia no local às 11h. O Dr. André, nos informou que era impossível nos entregar os documentos em 48h. Mas, no site da USM está publicado que receberam autorização e liberação dos documentos no dia 13 de janeiro de 2012 e que levariam de 22 a 48h para organizarem tudo. Estivemos lá quase 200 h depois e nada!

Eu respondi que então nos restaria o que? Ir à polícia? Ele respondeu, com ares de desdém, que polícia não resolveria nada neste caso. Que iríamos perder nosso tempo. É impressionante como uma Universidade ou o que sobrou dela, tentam desesperadamente segurar um contingente de apenas 2000 alunos e ouvimos esse tipo de coisa: “Se quiser processar terá que entrar na fila” e “perderão seu tempo pois a polícia não resolve”. Mesmo assim, como decidimos tratar a situação como aprendizado e, também para incluirmos neste blog informativo, nos dirigimos à delegacia na R. Dom Luis Lasagna. Ilário! O pessoal super educado e atencioso, mas como alguns eram colegas nossos, pois estudavam na USM, nos disseram que se fosse possível resolver por lá, já teriam resolvido o deles e que, portanto, estavam na “roça” como nós.

Porque não perdemos o nosso tempo:
-Foi a única maneira de sabermos a verdade e reforçar a certeza de que estão nos iludindo e manipulando “30h”
-Que existem pessoas que realmente desejam nos ajudar  no esclarecimento e resolução dos nosso problemas, e o atendimento do PROCON e da DEFENSORIA PÚBLICA  é muito bom.
-Confirmamos que a lei brasileira precisa ser mais dura
-Que a constituição precisa ser atualizada urgentemente

BREVE CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS. NÃO PERCA!

Um abraço a todos
Gisela Gusmão

Fundação PROCON SP


DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SP



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

sem miséria, melhor educação?

"Brasil, um país sem miséria." Esse é o lema de nossa pátria amada, idolatrada, salve, salve-se quem puder, liderada por nossa atual Presidente da República (leia-se assim mesmo, comum de dois gêneros, por favor). Ótimo! Acabar com a miséria parece-me mais um pão e circo para aqueles que tiveram sua via de evolução obstruída: o pensamento. A pergunta é simples e objetiva: acaba-se com a miséria, mas melhora-se a educação? Num país em que cerca de 8% de sua população possui curso superior, e quando estão diplomados, "preparados" para a atuação profissional... bom, poupem-me dos infortúnios! Continua a história e vejamos no que vai dar, porque miseráveis continuaremos a ser se a educação superior continuar assim. Assim como? Você é universitário? Então, assim, do jeito que está: (...).

Joálison Gusmão

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Inconformado

Mais uma prova de como a São Marcos está agindo de má fé, vi um anúncio do Estadão pelo facebook e fico mais uma vez inconformado de como uma instituição pode chegar a esse ponto:

Mesmo vetada pelo MEC, Universidade São Marcos anuncia vestibular
Governo suspendeu o ingresso de novos alunos e a autonomia universitária da instituição
10 de janeiro de 2012 | 0h 06 

Mariana Mandelli, de O Estado de S. Paulo SÃO PAULO - Mesmo proibida de realizar vestibulares, a Universidade São Marcos (USM) marcou três, apenas neste mês. Segundo medida cautelar do MEC, de março, estão suspensos o ingresso de novos alunos e a autonomia universitária da instituição. Como punição por descumprir a medida, a USM pode ser descredenciada. Uma prova foi marcada para sábado passado, mas foi cancelada após o Estado informar aos organizadores a decisão do MEC. O MEC abriu também processo de supervisão para a verificação de possíveis irregularidades administrativas e no corpo docente, além de indícios de insustentabilidade financeira. Desde setembro, a USM está sob intervenção judicial e a professora Maria Aurélia Varella foi nomeada como reitora. No entanto, os mantenedores afirmam que o cargo ainda é de Ernani José de Paula, reitor em exercício e filho do fundador da USM. É Paula quem está organizando o vestibular.

“Nosso recredenciamento foi concluído e uma portaria de dezembro, sobre as instituições com bons resultados nas últimas avaliações, supera a de março.”

link: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mesmo-vetada-pelo-mec-universidade-sao-marcos-anuncia-vestibular,820718,0.htm


Estive nesta Universidade por um ano e estou totalmente decepcionado pelo presente momento. Temos que tomar consciência de que essa não é a única instituição que tem essa deslealdade para com os alunos. Fomos pegos pela necessidade de ter uma formação e um bom diploma, mas o que ganhamos em troca ? Papeis retidos, mentiras sendo passadas a todo momento, descompromisso e vergonha de ter feito parte do corpo estudantil de uma Universidade como essa. Temos que agir para derrubar essas instituições incopetentes, não podemos deixar que isso aconteça novamente. Pois é horrível sentir que tempo e dinheiro foram jogados no lixo.

por: L. Ferrer (Dudu)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A IDÉIA DO BLOG


Tudo começou com notícia do despejo da Universidade São Marcos unidade Ipiranga, onde cursávamos Psicologia. No momento da notícia, sendo informados por um post no facebook, de uma matéria publicada na Folha de São Paulo, imediatamente me veio a mente o porque não fomos informados antes do término do ano letivo, uma vez, que segundo este jornal, a instituição foi notificada do despejo no dia 25 de novembro de 2011. Haveria tempo para fazermos a transferência para outra instituição?

O despejo aconteceu no dia 21 de dezembro de 2011 e soubemos dois dias depois pelos jornais e posts no face. Nos sentimos completamente sem chão. Para onde iremos? Onde estarão nossos documentos? Porque nos deixaram perder as provas de transferência? Porque permitiram que alguns alunos pagassem a rematrícula e emitiram boleto para rematrícula em Janeiro mesmo não tendo instalações para as aulas nem a documentação (que ainda está retida nos galpões da prefeitura)? Sem respostas a essas pergunta, eu Gisela, bem como outros alunos e uma professora, começamos a questionar a veracidade das informações, e os métodos. As mensagens solicitando calma e tranquilidade eram muitas, mas nenhuma respondendo as questões acima.

Eu, particularmente não estava desesperada. Queria somente respostas coerentes e esclarecimentos, quando o que me transmitiam era uma propaganda contra o ex Reitor, como o vilão da estória e mais e mais mensagens tranquilizadoras de todos os “otimistas de plantão”. Disso já sabíamos. Que sua família administrou a instituição por anos de forma irresponsável, nós sempre soubemos. Mas, não foi ele, o ex reitor quem “segurou” a informação, pois a instituição já estava sob intervenção desde agosto de 2011.


Por comunicado oficial da Universidade, representada pelo grupo que atuava junto com os interventores, ou seja, excluindo-se o Sr. Ernani de Paula, reitor na época, fomos informados de que uma comissão composta por interventores, diretores e coordenadores estava sendo formada para cuidarem deste problema. Na comissão que se propunha a resolver o assunto e salvar a instituição, não foram incluídos representantes dos professores, funcionários nem alunos. Esta comissão anunciou a nomeação de um reitor que eu, imediatamente solicitei a divulgação do nome, sendo informada que isso seria possível somente após o término do período de recesso do MEC. Sendo assim, não podiam chamar de nomeação e sim indicação, pois o MEC é quem tem esta autonomia. 

Mais uma vez por conta desse posicionamento, eu, bem como as outras pessoas que se pronunciaram duvidando, discordando e exigindo a participação do corpo discente (reais mantenedores da instituição, incluindo o PROUNI que sai da boca de milhões de brasileiros) fomos veementemente criticados e até ofendidos por alunos e liderança do CA. Passaram a moderar o canal e chegaram a apagar informações postadas que julgaram impróprias. Por esta razão estamos aqui, levantando a discussão das “liberdades” sempre cerceadas no país que apregoa a democracia. 

Pessoalmente, não acredito no lado bom das coisas, mas penso que podemos criar algo positivo de uma experiência ruim. Assim nasceu VOZES INVISÍVEIS, que ao contrário de se fechar numa tribo de cerca de 2000 alunos que compõe a Universidade São Marcos, está aberto para todos os universitários que tenham alguma experiência para compartilhar, de hoje ou de outrora, que necessitem de apoio e orientação para buscarem seus direitos e denunciarem as irregularidades que presenciam diariamente nas instituições onde estudam. Está aberto para aqueles que desejam ajudar os menos experientes, aberto para os pensadores que queiram postar suas teses cheias de indignação. Sabe porque? Porque ao menos para isso, ainda somos livres e é quase de graça. Contamos com vocês para o desenvolvimento deste canal.



Breve será postado informações da Procuradoria de Assistência Jurídica do Estado de São Paulo sobre Ação Cautelar e Ação de Reparação de danos. Aceito auxílio dos estudantes de Direito.

Um abraço,
Gisela Gusmão

domingo, 8 de janeiro de 2012

Acorde!

Qual será a melhor maneira de mudar a situação de hoje no Brasil? Educação é a chave? Será que a  chave é a igualdade? Será que é a empregabilidade? Não se sabe ainda qual é a melhor maneira, ou se sabe, mas não queremos enxergá-la ou talvez somos impedidos de vê-la. Mas o que vai entrar em discussão aqui é o fato de não podemos ficar parados vendo só as coisas erradas ocorrerem e não fazermos nada. 
O que acontece com a população não se manifesta? Temos que reivindicar nossos direitos, e o importante é fazê-lo sem medo, pois temos a obrigação de exigir o certo. Esse é o motivo de tantas injustiças, não temos que ser bons, temos que ser justos! Pagamos milhões em impostos a cada hora, e o que recebemos em troca? Um salário mínimo de 545 reais enquanto  um filhinho de papai, que só usa seu tempo para roubar e usufruir da nossa grana suada, ganha mais de 100.000 reais. É sacanagem! E você vai ficar aí parado também como muita gente por aí que só fica olhando a merda acontecer e não faz nada para mudar a situação?
Nosso blog é feito para essas pessoas que querem ver o resultado de tanto suor, que querem reivindicar seus direitos sem medo, sem vergonha e de forma honesta! Se você tem essa cabeça de querer mudar, de se fazer valer, de se mostrar para o mundo como alguém que luta por sua dignidade, venha fazer parte do mesmo. Afinal somos seres humanos...
Por: L. Ferrer ( Dudu) 

Só um pensamento...

Atualmente, ter um diploma universitário no Brasil é considerado imprescindível para que uma pessoa progrida alguns passos na vida. Digo alguns passos, pois a desigualdade social não poupa nem aqueles que conseguiram com sangue e suor, o seu tão almejado diploma universitário. Muitos desses indivíduos com nível superior, continuam como sub empregados, nas prisões ou mesmo morando nas ruas. Após o término do curso percebem que não possuem qualidade suficiente para serem competitivos, não dominam um segundo idioma e nem o próprio português, de forma que possam ser admitidos para uma vaga bem paga ou aprovados num concurso público. O equívoco de que indivíduos mal alfabetizados pelas escolas públicas, poderiam transformar-se em Bachareis, Educadores  ou  Doutores de sucesso, com a “mágica do diploma”, é mais uma das estratégias do Estado para jogar as suas responsabilidades adiante. Mas, para mostrar boa vontade política, foi criado o PROUNI  e o FIES (nova versão do crédito educativo), que são programas realmente muito úteis. Entretanto, as universidades, mesmo recebendo dinheiro público não têm investido em qualidade.
A “febre” do PROUNI fabricou inúmeras universidades e engrandeceu outras, que têm descumprido a legislação e contribuído cada vez mais para o sucateamento do ensino superior privado. Hoje, o que se vê são grandes corporações investindo na construção de edifícios que mais parecem os arranha céus dos escritórios da paulista, com salas de aula super lotadas, carga horária e grade curricular encolhida, sem contar os professores mal pagos e em alguns casos, mal preparados. Desta forma, o custo das mensalidades cai e outras instituições sérias não conseguindo manter-se de pé, acabam entregando-se ao monopólio. A necessidade de mobilização dos estudantes e a cobrança da sociedade são emergentes. Este blog propõe-se a ser mais um canal de discussão e criação de propostas para melhorarmos este quadro.
 Gisela Gusmão